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Líder trabalhista britânico pede aos escoceses que continuem no Reino Unido

Arquivo Geral

30/01/2012 12h03

O líder trabalhista britânico, Ed Miliband, pediu nesta segunda-feira aos escoceses que apostem em continuar pertencendo ao Reino Unido e advertiu sobre os riscos do separatismo, sobretudo do ponto de vista econômico.

O líder da oposição britânica pronunciou um discurso na localidade escocesa de Glasgow, junto ao responsável trabalhista do local, Johann Lamont, contra a independência da Escócia, defendida por seu principal ministro, o nacionalista Alex Salmond, que quer convocar um plebiscito para 2014.

“Podemos conseguir mais progressos juntos”, disse Miliband, para quem os objetivos de melhora social e econômica podem ser conquistados com a Escócia mantida no Reino Unido.

“Vamos reformar nossos bancos juntos, criar prosperidade juntos, enfrentar a desigualdade juntos e construir juntos um país sustentável”, disse Miliband aos escoceses.

O líder trabalhista afirmou que as diferenças registradas atualmente dentro do Reino Unido são entre aqueles que têm riqueza e os que carecem dela, mas não entre a Inglaterra e a Escócia.

“Não estou aqui para dizer aos escoceses que a Escócia não pode sobreviver fora do Reino Unido. Vim dizer que precisamos fazer da Escócia, Inglaterra, Gales e Irlanda do Norte um lugar mais justo e igualitário para viver. E podemos conseguir juntos”, afirmou.

Na quarta-feira, Alex Salmond, principal ministro e líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP), apresentou no Parlamento de Edimburgo sua proposta para convocar em 2014 um plebiscito no qual perguntaria a seus cidadãos se “estão de acordo que a Escócia seja um país independente”.

Contra o critério do Governo britânico, Salmond propõe que o plebiscito amplie o direito a voto dos escoceses de 16 e 17 anos, além de abrir a possibilidade de uma segunda opção que daria mais autonomia à Escócia.

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