O líder do movimento talibã afegão, o mulá Omar, afirmou que a vitória de suas forças contra os militares estrangeiros no Afeganistão está próxima, e rejeitou as eleições do próximo dia 18, dizendo que trata-se de um processo “falso”.
Em mensagem às vésperas do fim do Ramadã, divulgada pela internet na quarta-feira à noite, o líder afirmou que “a expansão, ritmo e êxito” da insurgência afegã mostra que é uma “resistência nacional, independente e sagrada”.
A resistência “se aproxima de seu destino de vitória com a ajuda de Alá”, acrescentou o mulá, que pediu aos afegãos que somem suas forças para expulsar “os invasores” do país e recuperar a independência.
O regime talibã governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, quando foi derrubado pelas forças invasoras dos Estados Unidos e seus aliados da Aliança do Norte afegã.
Segundo o mulá, a História mostra que “quando as forças invasoras encaram a derrota, plantam sementes de diferenças nos territórios que ocupam antes de sua retirada”, e os norte-americanos “estão passando agora por esta fase” no Afeganistão.
A longa mensagem do líder talibã é dirigida a diferentes setores da sociedade afegã, desde ex-guerrilheiros a profissionais e funcionários do Governo, assim como às forças estrangeiras destacadas no país e a todo o mundo islâmico.
“A vitória de nossa nação islâmica sobre os infiéis invasores é agora iminente”, garantiu o mulá, em uma de suas raras mensagens.
“Após nove anos, ficou claro para todo o mundo que a política de força e coerção não tem efeito sobre os afegãos”, disse aos norte-americanos, recomendando que preparem uma retirada “incondicional o mais em breve possível”.