O líder supremo da Revolução Iraniana, aiatolá Ali Khamenei, insistiu hoje em que o Islã proíba o uso de armas atômicas e acusou os Estados Unidos de serem uma potência “nuclear criminosa”.
Em comunicado lido no início da conferência sobre desarmamento nuclear que começou hoje em Teerã, a autoridade máxima do Irã defendeu o uso civil da energia atômica, um direito que, em sua opinião, é de todos os povos do Oriente Médio.
“O único criminoso nuclear do mundo finge que está a favor da luta contra a proliferação nuclear”, afirmou Khamenei em referência aos EUA, cujas declarações foram lidas pelo ex-ministro iraniano de Assuntos Exteriores Ali Akbar Velayati.
“Mas até o momento não fez gesto sério algum em favor do desarmamento, nem jamais o fará”, afirmou.
Velyati também ressaltou que a existência de armas nucleares em mãos de certos países é “perigosa” e que estes “são os primeiros a violar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear” (TPN).
“Os povos no Oriente Médio também tem direito ao progresso econômico para suas futuras gerações através do uso da energia nuclear”, reiterou.