Em declarações feitas em Adis-Abeba, sede da UA, e citadas pela imprensa líbia, Kadafi diz que é uma injustiça deter um presidente, e ressalta que o TPI não pode funcionar “enquanto não tratar todo o mundo igual”.
“Esta corte vai contra os países que foram colonizados no passado e que os ocidentais agora querem colonizar de novo”, ressaltou o líder líbio.
No início de março, o TPI emitiu uma ordem de detenção contra o presidente sudanês por “crimes de guerra e contra a humanidade” cometidos na região de Darfur, oeste do Sudão.
Em resposta, as autoridades sudanesas qualificaram de “errônea” essa medida, e destacaram que estava “em total contradição com os tratados internacionais, já que afeta um chefe de Estado no exercício de suas prerrogativas constitucionais”.
Por sua parte, vários países árabes e africanos se manifestaram no mesmo sentido e ressaltaram que a ordem do TPI é “contrária ao direito internacional.” EFE