O líder da oposição do Zimbábue, medications Morgan Tsvangirai, approved voltou hoje ao país vindo da África do Sul, onde estava morando desde as eleições gerais de 29 de março, para liderar a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais.
Tsvangirai havia anunciado seu retorno para o final de semana passado, mas adiou sua volta porque, segundo denúncia de seu partido, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), havia um plano para assassiná-lo.
O Governo do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, negou taxativamente as acusações do MDC e as classificou como “propaganda política”.
Ao chegar ao Aeroporto Internacional de Harare, Tsvangirai não falou com a imprensa, e, cercado por guarda-costas e membros do partido, deixou rapidamente o local em um comboio de três carros.
Ao deixar Johanesburgo, Tsvangirai disse que estava “muito seguro e feliz” por voltar ao seu país, apesar do suposto plano para matá-lo.
O segundo turno das eleições presidenciais acontecerá no dia 27 de junho, e, nelas, Tsvangirai enfrentará Mugabe, no poder desde 1980 e líder do partido da situação, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), que ficou em segundo lugar no pleito de março.
Tsvangirai estava fora do Zimbábue desde 8 de abril, quando lançou uma iniciativa diplomática pela África e por alguns países europeus para pressionar Mugabe a entregar o poder, já que, segundo o MDC e seu líder, o presidente zimbabuano tinha perdido as eleições.
No entanto, a Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC, em inglês) anunciou no dia 2 que Tsvangirai tinha recebido apenas 47,9% dos votos, contra 43,2% de Mugabe, e que, por isso, era necessária a realização de um segundo turno.
Apesar do anúncio da ZEC, o MDC insiste em que Tsvangirai venceu o primeiro turno com 50,3% dos votos, afirma que a revisão da apuração foi um “assalto à mão armada” e prometeu que “arrasará” no segundo turno.
Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, assim como Estados Unidos, Reino Unido – a antiga metrópole colonial – e outros países europeus denunciaram a campanha de violência e intimidação da Zanu-PF contra os correligionários de Tsvangirai e puseram em dúvida se o segundo turno será livre e justo.