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Mundo

Líder da oposição síria visita Pequim no próximo domingo

Arquivo Geral

04/05/2012 10h44

O líder da oposição síria, Burhan Ghalioun, chegará a Pequim no próximo domingo (06) para uma visita de três dias, enquanto continuam acontecendo violações do cessar-fogo no país, onde ainda há 50 membros do grupo de observadores internacionais, no qual participarão chineses.

 

 

A visita de Ghalioun foi anunciada nesta sexta-feira pelo porta-voz de Relações Exteriores, Liu Weimin, em uma coletiva de imprensa rotineira em Pequim. Liu acrescentou que a visita responde ao convite do Instituto Chinês de Relações Exteriores.

 

 

“Ghalioun se reunirá com oficiais do Ministério de Relações Exteriores”, disse Liu, para quem a postura da China com a Síria foi sempre consistente.

 

 

“A China acredita em resguardar os princípios do Conselho de Segurança da ONU e as normas básicas das relações internacionais, além de promover a paz e a estabilidade no Oriente Médio e proteger os interesses fundamentais dos sírios”, acrescentou.

 

 

Além disso, ele destacou que China manteve o diálogo tanto com a parte governamental síria quanto com a oposição, incluindo a facção de Ghalioun, o Conselho Nacional Sírio (CNS), “com o objetivo de dissipar as tensões”.

 

 

No dia 18 de abril, o ministro de Relações Exteriores sírio, Walid Muallem, visitou Pequim e afirmou a seu colega chinês, Yang Jiechi, que seu Governo mantém o compromisso com o cessar-fogo e que este “praticamente se materializou”, apesar de a violência continuar assolando o país.

 

 

A China também se comprometeu a enviar observadores à missão da ONU, que pretende chegar a 300 integrantes.

 

 

No dia 14 de abril, o Conselho de Segurança da ONU, do qual a China é membro permanente, aprovou por unanimidade a missão de observadores, a primeira proposta que a Rússia e a China não vetaram desde que explodiu a crise em março de 2011.

 

 

Nesta sexta-feira, em Genebra, o porta-voz de Annan, Ahmed Fawzi, declarou que o plano de paz proposto está funcionando, mas de maneira irregular e lenta, já que um conflito que dura mais de um ano não pode ser resolvido “em um dia ou uma semana”.

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