Kibaki e Odinga entraram em acordo neste sábado sobre a composição de um Gabinete de 40 ministros, após uma reunião de várias horas a portas fechadas no interior do Quênia.
A formação do novo Executivo de união entre o ODM e o Partido de União Nacional (PNU), de Kibaki, ficou decidida com a assinatura do Ato de Acordo Nacional e Reconciliação, em 28 de fevereiro, mediado pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan.
A falta de consenso sobre a partilha dos ministérios tornou inconsistente o acordo de reconciliação, que conseguiu dar fim à violência política tribal gerada após o anúncio do resultado das eleições de 27 de dezembro.
A Comissão Eleitoral queniana declarou Kibaki vencedor do pleito apesar das denúncias de fraude, suscitando uma onda de enfrentamentos violentos nos quais mais de 1.500 pessoas morreram e outras 400 mil ficaram desalojadas.
Outro ponto de disputa foi a quantidade de ministros, que, segundo a oposição, é “exorbitante”, levando em conta o precário estado da economia queniana após a onda de violência.
O ODM, que pedia que o número de ministérios fosse reduzido a 20, aceitou finalmente a proposta do Governo, e as 40 pastas foram divididas igualmente entre o PNU e seus aliados e o partido de Odinga.
Odinga será assistido por dois vice-primeiros-ministros, Musalia Mudavadi, um dos líderes do ODM, e Uhuru Kenyatta, aliado de Kibaki e filho do primeiro presidente queniano, Jomo Kenyatta.