O presidente da Guiné Equatorial, generic Teodoro Obiang Nguema, afirmou hoje na ONU que o Banco Mundial (BM), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) são “a voz de seus amos”, ao impor barreiras discriminatórias à produção e troca dos países em desenvolvimento.
A crise alimentícia responde “ao impacto causado por políticas neoliberais que são aplicadas há mais de quatro décadas em escala mundial” e especialmente às receitas pregadas pelas instituições do sistema comercial e financeiro internacional, disse em seu discurso perante a Assembléia Geral da ONU.
Obiang culpou da crise alimentícia “a liberalização comercial que impõem estas organizações, o que permitiu a invasão, nos mercados africanos, de produtos alimentícios altamente subvencionados e que estão acabando com a agricultura” dos países em desenvolvimento.
O presidente da Guiné Equatorial defendeu uma revisão das instituições de cooperação multilateral, assim como uma “mudança de comportamento” dos que controlam o poder econômico.
Também disse que a África precisa de um desenvolvimento solidário, baseado no fortalecimento de seu tecido socioeconômico.
Obiang propôs a criação de um Comitê Internacional de Pilotagem, composto por especialistas de países doadores e africanos, cuja missão seria a identificação de mecanismos e projetos que favoreçam a integração econômica dos países do continente.
Ele citou projetos possíveis em escala continental, como a luta contra doenças freqüentes na África, construção de infra-estruturas, o lançamento de um satélite que garanta as comunicações ou a concessão de créditos para contribuir ao desenvolvimento das nações menos favorecidas.
Em nível de política interna, afirmou, a Guiné Equatorial “vive um presente de liberdades e desenvolvimentos sem precedentes”.
“A partir desta tribuna, renovo o compromisso de meu Governo com a promoção e defesa dos direitos humanos e não temos necessidade de que alguém nos dê lições”, advertiu.