Hannibal, filho do líder líbio Muammar Kadafi, e sua mulher foram acusados de maus-tratos físicos por dois de seus empregados em julho passado, quando estavam em Genebra.
Os dois foram interrogados pela Polícia e o filho do presidente líbio passou uma noite na prisão, enquanto sua esposa pôde retornar ao hotel por estar grávida.
Desde então, a Líbia exige da Suíça desculpas públicas e o pagamento de uma indenização, que seria destinada a um programa de ajuda a crianças.
No processo, a Líbia alega que a Suíça violou a Convenção de Viena sobre relações consulares, acusa os policiais de terem feito uso desproporcional da força e considera exagerada a quantia exigida como fiança para a libertação de Hannibal Kadafi.
Enquanto isso, as autoridades líbias negam há mais de meio ano a dois cidadãos suíços – ambos empregados de um multinacional – autorização para deixar o país.