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Libertam 45 militares que ainda estavam retidos na zona guerrilheira da Colômbia

Grupo de 45 soldados foi liberado após um dia em cativeiro em zona controlada por camponeses ligados ao narcotráfico; presidente Petro reforça apelo por liberação de todos os sequestrados

Redação Jornal de Brasília

08/09/2025 17h06

Foto: AFP

Foto: AFP

Um grupo de 45 militares foi libertado nesta segunda-feira (8) após passar um dia retido em uma zona controlada por rebeldes dissidentes das extintas Farc no sudoeste da Colômbia, disse um porta-voz do Ministério da Defesa à AFP.

Centenas de moradores retiveram 72 militares após uma operação militar no cânion de Micay, reduto da produção de cocaína, dominado por cultivos ilícitos e onde operam rebeldes que rejeitaram o acordo de paz de 2016 entre o governo e as Farc.

O exército conseguiu retirar 27 deles no domingo e nesta segunda-feira foi anunciada a liberação dos 45 restantes. Os militares foram transferidos para a cidade próxima de Popayán, anunciou o exército na rede social X.

As retenções de militares e policiais são frequentes em zonas remotas da Colômbia controladas por grupos armados e com pouca presença estatal.

As autoridades denunciam que nestas retenções é comum a participação de moradores, na sua maioria camponeses cocaleiros, que atuam manipulados ou obrigados pelas organizações ilegais.

O presidente Petro pediu no X a liberação de todos os membros da força pública retidos no país. “Até este momento há sete militares sequestrados por civis. Libertem-nos já”, disse no X.

Fontes do Exército consultadas pela AFP dizem que o presidente se refere a outros militares em diferentes zonas do país e nas mãos de diferentes organizações.

Em 2024, Petro empreendeu uma ofensiva para recuperar o controle dessa zona, mas encontrou uma forte resistência da comunidade cuja subsistência depende do cultivo de folha de coca.

“Os camponeses do Micay sabem que é hora de começar a substituição de cultivos [ilícitos] de forma pacífica. É a oportunidade”, escreveu Petro no X no domingo, dirigindo-se aos moradores da região.

Imersa em uma guerra interna de meio século que envolve guerrilhas, narcotraficantes e forças estatais, a Colômbia vive sua pior crise de segurança na última década.

No sudoeste do país ataques com explosivos e emboscadas armadas são cada vez mais frequentes, deixando vítimas fatais, entre militares e civis.

© Agence France-Presse

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