Os três alpinistas alemães seqüestrados no leste da Turquia em 8 de julho por milicianos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) foram libertados, healing confirmou hoje o Ministério de Assuntos Exteriores turco.
Segundo informações, pilule o chanceler da Turquia, salve Ali Babacan, telefonou para o ministro de Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, dizendo que os três alemães passam bem e estão sob a custódia das autoridades da Turquia.
Em resposta, o chefe da diplomacia alemã agradeceu Ancara por seus esforços para conseguir a libertação dos alemães.
O governador da província de Agri (leste), Mehmet Cetin, informou em comunicado que os alpinistas foram libertados esta manhã por guerrilheiros do PKK em uma colina na região do monte Ararat, onde foram capturados na semana passada.
Cetin destacou que o grupo de rebeldes “compreendeu” que estava no meio do cerco militar montado após o seqüestro, razão pela qual decidiu libertar os três prisioneiros.
No entanto, o PKK, por meio de um comunicado veiculado pela agência pró-curda “Firat”, disse que a libertação aconteceu por “iniciativa própria”.
“Atendendo aos apelos e às atuações de instituições nacionais e democráticas, os três alemães detidos foram libertados às 12h (7h de Brasília), depois que a segurança deles foi garantida”, disse o grupo rebelde, que anunciou que amanhã dará mais detalhes do ocorrido.
Cerca de 30 minutos depois de serem libertados, os alemães, de 33, 47 e 65 anos, foram localizados por uma patrulha de soldados e levados a um posto militar. Posteriormente, foram transferidos ao comando de Dogubeyazit, aos pés do monte Ararat.
Sobre o estado de saúde dos alpinistas, Cetin disse que é o mesmo de qualquer pessoa “que tenha passado 11 dias na montanha”, mas não deu outros detalhes.
Após um primeiro interrogatório, os alemães seguirão para a cidade de Agri, onde está a delegação alemã que colaborou com as autoridades turcas durante o seqüestro. Berlim enviou um grupo de seis agentes para participar da libertação dos seus cidadãos.
O governador frisou que a libertação aconteceu graças ao amplo esquema militar mobilizado para impedir a fuga dos seqüestradores. Além disso, destacou a firmeza do Governo alemão ao não ceder às exigências do PKK.
Após a captura dos três alemães, o grupo pediu em comunicado que Berlim detivesse “as políticas hostis contra o PKK” caso quisesse os reféns soltos.
O PKK está proibido na Alemanha desde 1993 e ainda hoje ocorrem julgamentos no país contra simpatizantes de grupos considerados afins ao partido.
Na imprensa alemã, cogita-se a hipótese de que o seqüestro possa ter ocorrido em resposta à recente proibição de uma rede de televisão curda na Alemanha.
Em maio, o Ministério do Interior proibiu as emissões na Alemanha da “Roj TV”, uma emissora que transmite da Dinamarca, com o argumento de que ela possui idéias afins ao PKK.
Os três alpinistas, que faziam parte de um grupo de 13 montanhistas, foram seqüestrados por um comando de cinco milicianos quando pretendiam escalar o monte Ararat.
Durante a última semana, quase 50 militantes do PKK morreram em operações militares do Exército turco, enquanto a organização curda matou oito soldados, incluindo um tenente e dois sargentos das Forças Armadas.
O PKK pegou em armas em 1984 para reivindicar a autonomia dos 12 milhões de curdos que vivem em território turco. Desde então, mais de 35 mil pessoas morreram na guerra não declarada entre as forças de segurança turcas e militantes separatistas curdos.