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Lei que Berlusconi usa para se ausentar de julgamentos pode ir para referendo

Arquivo Geral

12/01/2011 18h03

O Tribunal Constitucional italiano aprovou nesta quarta-feira a possibilidade de submeter a consulta popular a chamada lei do legítimo impedimento, à qual o primeiro-ministro Silvio Berlusconi se baseou em várias ocasiões para não prestar depoimentos nos processos judiciais que tem pendentes.

A decisão ocorre um dia antes de a mesma corte proferir sentença sobre a constitucionalidade da polêmica norma do legítimo impedimento, que permite a Berlusconi e os ministros de Governo de se ausentarem dos julgamentos, alegando problemas de agenda por “compromissos oficiais”.

Desse modo, a realização da consulta popular, solicitada pelo partido opositor Itália dos Valores (IDV), fica subordinada à decisão desta quinta-feira.

A decisão desta quarta implica que, se o Constitucional invalidar a lei nesta quinta, a consulta popular não poderia acontecer. Mas caso se emita uma sentença que considere que não existem as condições para recorrer ao Constitucional ou os fundamentos para isso, a consulta popular poderia ser realizada.

A terceira hipótese admite que, se o Tribunal invalidar a lei apenas parcialmente, caberia ao Escritório Central do Tribunal Supremo italiano avaliar se a consulta popular é válida ou não.

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