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Lavrov denuncia que Estados Unidos revogaram proposta à Rússia sobre escudo antimísseis

Arquivo Geral

05/12/2007 0h00

A Rússia denunciou hoje que os Estados Unidos revogaram as propostas feitas na reunião de ministros de Defesa e de Exteriores dos dois países em outubro para retirar as reservas russas ao posicionamento de elementos do Defesa Nacional contra Mísseis (NMD) americano na Europa.

O ministro de Exteriores russo, price Serguei Lavrov, afirmou que as propostas por escrito recebidas por Moscou não prevêem mais a prometida presença permanente de militares russos na estação do radar e na base de interceptores que os EUA querem instalar na República Tcheca e na Polônia, respectivamente.

“Sinceramente, estamos decepcionados, porque aquelas idéias, que estavam em bom caminho, se materializaram em um documento que não acrescenta nada de novo à situação existente antes da reunião ministerial em Moscou”, disse Lavrov.

O ministro acrescentou que, naquela reunião, os EUA propuseram, para tranqüilizar Moscou, que o radar na República Tcheca fosse posicionado, mas não ativado, e que houvesse a construção dos silos para os interceptores, mas ainda sem instalar neles os antimísseis.

“Os EUA precisaram de seis semanas para expor estas coisas por escrito. Mas, no documento que recebemos, infelizmente, se observa um sério retrocesso a respeito do que tínhamos definido”, disse o ministro de Exteriores russo.

Afirmou que o documento “não fala mais da presença permanente de oficiais russos, mas só de visitas isoladas, e se estas forem aceitas pelas autoridades tchecas e polonesas”, segundo a agência “Itar-Tass”.

As consultas sobre o polêmico escudo antimísseis, que enfrenta a oposição da Rússia, ocorreram em 12 de outubro, em Moscou, com a participação dos ministros da Defesa e Exteriores da Rússia, Anatoli Serdiukov e Serguei Lavrov.

Por parte dos EUA, estiveram presentes os secretários da Defesa, Robert Gates, e de Estado, Condoleezza Rice, que também foram recebidos pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Os EUA sustentam que precisa de seu escudo estratégico global para se defender e proteger seus aliados europeus sobre possíveis ataques com mísseis de países como o Irã e a Coréia do Norte.

No entanto, a Rússia considera o posicionamento dos elementos do escudo no Leste Europeu dirigido contra seu território e o declara uma “ameaça direta” para sua segurança.

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