Segundo a nova proposta, apresentada pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, no ano que vem já começariam os cortes progressivos no encargo atual (176 euros por tonelada) que a UE aplica às frutas provenientes da América Latina.
Tal medida faria a tarifa cair para 148 euros por tonelada em 2009; 143 euros, em 2010; até chegar a 114 euros por tonelada em 2016, segundo as fontes.
A negociação é árdua e feita entre a UE, os principais países da América Latina exportadores de banana e o grupo África, Caribe e Pacífico (ACP).
Segundo fontes diplomáticas, a UE e os latino-americanos estão perto de um compromisso, mas há obstáculos por parte do ACP.
O ACP pede que o corte da tarifa européia seja “mais lento” e em um período mais longo.
Este grupo de Estados, no qual estão caribenhos e africanos, envia suas bananas ao mercado europeu com um tratamento preferencial, isentas da tarifa imposta aos países que contam com o apoio das Nações Mais Favorecidas (NMF), como as da América Latina.
Um entendimento na questão da banana é considerado fundamental para que os 153 países da OMC concordem com o pacote de negociação da Rodada de Doha, que é negociada pelo sétimo dia em Genebra por ministros de mais de 30 países e que estabelece o modo de liberalização dos mercados agrícola, industrial e de serviços.