“Não vamos para trás, e capitalizemos a partir de 85% do que foi feito”, de modo que sejam mantidas “as conquistas desta semana”, disse Lamy, em entrevista à emissora de rádio francesa “France Info”.
Lamy se mostrou “surpreso” com a “determinação” dos países da OMC em continuar na busca de um compromisso, apesar da “decepção” pela ruptura das conversas nesta terça-feira, e disse que as nações em desenvolvimento insistiram em que sejam preservadas as conquistas.
O diretor-geral da OMC disse que, no âmbito da agricultura, a oposição não se limitava aos países desenvolvidos contra as nações em vias de desenvolvimento, mas também à dos importadores contra os exportadores.
Isso explica que o processo seja politicamente “muito complexo”, já que ilustra a “nova paisagem mundial”, na qual as potências emergentes, como Brasil, Índia e China, querem deixar sua marca no comércio mundial.
Lamy reiterou o caráter ineludível da regra do consenso na tomada de decisões na OMC, levando em conta que é uma organização sem um órgão central de tomada de decisões, que só dispõe de um mecanismo de facilitação da negociação.