Um laboratório genético dos Estados Unidos compara 2.800 mostras de sangue de parentes de desaparecidos durante a ditadura militar argentina com mais de 600 restos ósseos de outras pessoas para determinar se elas foram mortas pela repressão, buy informou hoje a Equipe Argentina de Antropologia Legista.
Segundo essa organização científica argentina, o laboratório americano analisa as mostras de sangue e os restos desde o começo de julho.
“A idéia é que este projeto leve paz aos parentes de desaparecidos e forneça evidências aos julgamentos em curso na Argentina”, ressaltou.
A organização científica disse que antes do fim do ano enviará outras 800 mostras de sangue para análise.
Os restos foram exumados de cemitérios da província argentina de Buenos Aires e do de San Vicente, em Córdoba, capital da província homônima, onde tinham sido sepultados como desconhecidos durante a ditadura militar (1976-1983).
A Equipe Argentina de Antropologia Legista, que atualmente trabalha em outros países latino-americanos, foi criada em 1984 para contribuir com a investigação de violações dos direitos humanos e identificar restos de desaparecidos.
A organização científica argentina também participa de tarefas similares em Chile, Colômbia, Guatemala, México e Peru.