Os cidadãos do Kosovo votaram hoje entre 46 candidatos a prefeitos para 23 municípios – de um total de 30 que há na província -, shop dos quais na primeira rodada, physician realizada em 17 de novembro, nenhum obteve a maioria absoluta.
Em Pristina, a capital e cidade mais importante, com cerca de 500 mil habitantes, concorreram Isa Mustafa, o candidato da Liga Democrática do Kosovo (LDK), até agora governante na província, e o ex-guerrilheiro Fatmir Limaj, do Partido Democrático de Kosovo (KDP), legenda que venceu as eleições parlamentares de 17 de novembro.
Os 539 colégios eleitorais ficaram abertos durante doze horas, das 7h (4h de Brasília) até as 19h (16h de Brasília), e a votação transcorreu sem incidentes, mas com pouca participação. Cerca de 7 mil agentes do Serviço de Polícia do Kosovo (KPS) cuidaram da segurança durante a votação, que foi supervisionada por milhares de observadores de ONGs.
A Comissão Eleitoral informou que até o meio-dia, após cinco horas de votação, 12,53% da população tinha comparecido aos colégios eleitorais.
Os resultados sobre a participação serão divulgados hoje, após às 22h, conforme a Comissão eleitoral, que anunciou para domingo os resultados preliminares das eleições.
O baixo índice de participação marcou também as eleições parlamentares de novembro, e os analistas atribuem a alta abstenção ao descontentamento dos cidadãos com a má situação econômica no Kosovo, onde, segundo um recente estudo, 14% da população vive à beira da miséria.
Não houve votação hoje nos municípios de Leposavic, Zubin Potok e Zvecane, no norte do Kosovo, povoados por sérvios, já que, de acordo com decisão do chefe da Missão das Nações Unidas no Kosovo (Unmik), o alemão Joachim Rücker, os sérvios manterão por enquanto o controle sobre eles, apesar de seu boicote eleitoral.
Os sérvios, que são aproximadamente 5% dos 2 milhões de habitantes de Kosovo, boicotaram quase em sua totalidade as eleições parlamentares e locais de novembro e, caso os resultados sejam confirmados, ficariam sob administração albanesa.
As eleições de hoje se realizaram no Kosovo em meio à incerteza com relação ao futuro estatuto da província sérvia, povoada por 90% de albaneses que defendem a independência, mas afirmam que coordenarão a data e outros passos com os Estados Unidos e a União Européia (UE).
Espera-se que, após a conclusão do processo eleitoral, possivelmente já no domingo, comecem as consultas para a formação do novo Parlamento e o governo do Kosovo. Segundo analistas, essas instituições, que podem proclamar a independência do Kosovo, podem ser formadas antes de 19 de dezembro, data em que se reúne o Conselho de Segurança da ONU para decidir sobre a província sérvia.
O Conselho de Segurança debaterá o relatório do grupo de mediação formado por UE, EUA e Rússia, que intermediou na última fase de quatro meses de negociações entre sérvios e albaneses.
As negociações não levaram as partes a um acordo, nem sequer para que aproximassem as posições diametralmente opostas que defendem. “É certo que as instituições do Kosovo tomarão decisões no começo de 2008 em conformidade com a vontade dos cidadãos”, afirmou recentemente Jakup Krasniqi, secretário-geral do KDP, partido que venceu as eleições parlamentares e que possivelmente tornará seu líder, Hashim Thaçi, o próximo primeiro-ministro.
A Sérvia deixou claro que nunca renunciará a sua província e luta, com o apoio da Rússia, para que prossigam as negociações com os albaneses até que se chegue a uma solução de compromisso.
O Kosovo está sob protetorado provisório da Unmik e vigilância da Otan desde o fim do conflito, em 1999.