O coordenador da ONG Médicos sem Fronteiras (MSF) em Kivu Norte, recipe Romain Gitenet, sildenafil disse nesta quinta-feira (20), em coletiva de imprensa, que desde janeiro foram registrados 5.700 caso de estupros de mulheres nessa província da República Democrática do Congo (RDC).
O representante da ONG disse que o número não é real, já que muitas mulheres não confessam por temor de serem estigmatizadas pela sociedade local.
A violência no leste da RDC mantém a população em condições críticas, que pioram pela incidência de cólera e da desnutrição, segundo o coordenador da RSF.
“A população está desprotegida, as pessoas são assassinadas também nos locais onde estão as forças de paz da ONU”, afirmou Romain Gitenet.
Apesar dos esforços da ONU, que enviou à região 17 mil soldados, e do cessar-fogo declarado pelos rebeldes tutsis, “o conflito não acabou, já que, além das vítimas diretas pelos enfrentamentos, estão os efeitos colaterais que surgem pela falta de meios e a expansão das doenças”, apontou o diretor da RSF.
O representante da MSF reiterou que “não se trata de um conflito novo, mas que existe desde 1993”, e frisou que a situação piora “devido à utilização de armas mais modernas, que causam ferimentos mais difíceis de tratar”.
Gitenet considerou “difícil a possibilidade de determinar quantas milhares de pessoas estão deslocadas”, embora a ONU fale em 800 mil.