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Mundo

Kadafi acusa Ocidente de exagerar no número de mortos na Líbia

Arquivo Geral

17/03/2011 12h06

O ditador líbio, Muammar Kadafi, acusou o Ocidente de exagerar quanto a gravidade da situação em seu país e cifrou o número de mortes entre 150 e 200 nos conflitos tanto do lado do Exército quanto dos rebeldes.

“Houve algumas trocas de disparos em alguns postos policiais. O número de vítimas é de 150 a 200 em ambos bandos. Como se pode falar em milhares?”, disse Kadafi em entrevista nesta quinta-feira com o canal russo em árabe “Russia al-Ayum”.

Kadafi, a cujo regime o Tribunal Penal Internacional abriu uma investigação por crimes contra a humanidade por empregar o Exército e a mercenários contra o povo sublevado, ressaltou que os fatos em seu país não têm nenhuma ligação com os protestos antigovernamentais da Tunísia e Egito, já que “na Líbia o poder pertence ao povo”.

“Na Líbia não há protestos. Trata-se de bandidos e são pouco numerosos. Se escondem em alguns edifícios, disparam tiros quando chega a noite e aterrorizam o povo. Assassinam pessoas, como a Al Qaeda. Isto não é outra coisa que um crime”, disse.

O líder árabe reconheceu que os rebeldes “controlam vários edifícios em Benghazi, Al Baida e outras cidades” do país, “mas não têm reivindicações”, e afirmou que o Governo criado pela oposição “não existe”.

Quanto à situação militar em Benghazi, Kadafi considera que os rebeldes “se renderão quando a cidade for rodeada” e que não terá que recorrer ao uso da força militar.

“Estamos interessados em recuperar as armas roubadas. Não queremos persegui-los. Os rebeldes tentaram destruir os depósitos de petróleo. Nos levou dias sufocar os incêndios”, apontou.

O líder líbio acusou à rede terrorista internacional Al Qaeda de organizar a rebelião, que qualificou de “incidente menor”, a fim de “pôr o Ocidente contra a Líbia”.

Kadafi advertiu que se a situação desestabilizar-se, “Al Qaeda tomará o poder e Osama bin Laden chegará à Líbia, que se transformará em outro Afeganistão”.

Kadafi ressaltou que não voltará a contatar o Ocidente, a não ser que “reconsidere sua posição, admita que se equivocou e se desculpe”, caso no qual poderia retomar a cooperação econômica e energética.

A partir de agora “a prioridade será sempre Rússia, China e Índia. Eles serão nossos aliados na indústria petrolífera, construção e investimentos”, manifestou.

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