A Promotoria do Paraguai acusou neste domingo (4) por tráfico de armas, lavagem de dinheiro e adulteração de documentos o gaúcho Irineu Domingo Soligo, um dos traficantes de drogas mais procurados na fronteira com o Brasil e que foi detido ontem na região.
A acusação foi apresentada pelo promotor antidrogas Francisco de Vargas, que acompanhou a operação executada na madrugada de sábado por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) que levou à captura de Soligo.
Conhecido como ‘Pingo’, Soligo foi preso enquanto dormia em uma das fazendas que controla na cidade de Capitán Bado, a 600 quilômetros ao nordeste de Assunção, no departamento (estado) de Amambay, na fronteira com o Mato Grosso do Sul.
Soligo, de 54 anos, foi detido junto com sua esposa e seus dois filhos mais novos. No momento da prisão, as autoridades apreenderam armas de fogo e joias, além de R$ 60 mil, 9.400 euros e US$ 10 mil em espécie.
O traficante gaúcho tem pendente no Brasil o cumprimento de duas condenações por tráfico de drogas, uma de 15 anos ordenada pela Justiça Federal de Passo Fundo (RS) e outra de 26 anos imposta pela de Ponta Porã (MS).
Segundo as autoridades paraguaias, Soligo tem ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e com o traficante Luiz Carlos da Rocha, o ‘Cabeça Branca’, outro dos mais procurados na fronteira entre Brasil e Paraguai e que está foragido.
Em dezembro do ano passado, agentes da Senad prenderam outro traficante brasileiro, Jarvis Chimenes Pavão, também no departamento de Amambay.