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Mundo

Justiça francesa pode investigar Christine Lagarde após eleição para o FMI

Arquivo Geral

10/06/2011 12h10

A Justiça francesa fixou nesta sexta-feira para 8 de julho sua decisão sobre a abertura de uma investigação contra a ministra das Finanças do país, Christine Lagarde, oito dias depois da escolha do nome do novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), cargo para o qual a ministra é a favorita.


Esta decisão pode afetar as opções de Christine, que, a poucas horas do fim do prazo para apresentar as candidaturas, aparece como favorita, à frente dos governadores de Banco do México, Agustín Carstens, e Banco Nacional do Cazaquistão, Grigori Márchenko.

A ministra francesa é suspeita de abuso de autoridade na decisão de seu departamento quanto ao pagamento de uma milionária indenização ao empresário Bernard Tapie.

O FMI deve escolher no próximo dia 30 o sucessor do francês Dominique Strauss-Kahn como diretor-gerente da instituição, depois que ele renunciou após ter sido acusado por uma camareira de um hotel de Nova York de abuso sexual.

Até essa data não se saberá se a justiça francesa abrirá uma investigação que pode durar anos e pode terminar com um processo contra a atual ministra.

O procurador do Tribunal Supremo, Jean-Louis Nadal, pediu em 10 de maio a abertura de uma investigação por abuso de autoridade contra Christine, que afirmou que manterá sua candidatura para o principal cargo do FMI mesmo que seja investigada.

Nadal considera que Christine pode ter cometido um crime ao decidir em 2008 pela indenização de 285 milhões de euros a Tapie como compensação pela venda da Adidas em 1993, que foi embargada após a intervenção de seu conglomerado.

O empresário abriu um processo contra o Estado ao considerar que a venda foi feita por muito menos que o valor real de Adidas. Em 2008 a Justiça deu razão a Nadal, que acabou sendo indenizado.

Christine criou então uma comissão de arbitragem privada para fixar a indenização em vez de recorrer à Justiça ordinária, um procedimento que a Procuradoria considera injustificado.

Além disso, o site francês “Mediapart” publicou nesta sexta-feira que a ministra sabia que um dos membros da comissão de arbitragem já tinha participado de procedimentos similares a pedido de Tapie.

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