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Justiça espanhola investiga duas ex-autoridades do governo de Valência por mortes nas enchentes

O tribunal de instrução da localidade valenciana de Catarroja convocará a ex-chefe de Emergências do governo regional, Salomé Pradas, e seu número dois, Emilio Argüeso

Redação Jornal de Brasília

10/03/2025 13h01

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Manifestantes seguram faixas para exigir a renúncia do presidente regional valenciano Carlos Mazon pela forma como lidou com as enchentes de outubro, em frente à praça de touros de Valência em 29 de dezembro de 2024. As enchentes que começaram em 29 de outubro de 2024 na região de Valência mataram 231 pessoas, com milhares de vítimas agora passando o Natal sem entes queridos, casas ou propriedades. (Foto de JOSE JORDAN / AFP)

Um tribunal espanhol anunciou, nesta segunda-feira (10), que está investigando duas ex-autoridades do governo de Valência por homicídio pelas mortes causadas pelas enchentes na região em outubro, embora tenha se recusado a interrogar o presidente regional, que tem sido amplamente criticado pela forma como lidou com a tragédia.

O tribunal de instrução da localidade valenciana de Catarroja convocará a ex-chefe de Emergências do governo regional, Salomé Pradas, e seu número dois, Emilio Argüeso, para depor como suspeitos no processo pelos crimes de homicídio e lesões por negligência, informou em um comunicado à imprensa.

O tribunal, no entanto, se recusou a convocar também como investigado o presidente regional Carlos Mazón, conforme solicitado por uma associação de vítimas, embora tenha indicado que o líder pode depor como testemunha se assim for solicitado.

Mazón, cuja renúncia foi reivindicada por milhares de valencianos em vários protestos, foi duramente criticado pela forma como lidou com a crise, especialmente por não ter explicado o que fez entre a hora do almoço, quando almoçou com uma jornalista, até chegar ao centro de coordenação de emergências (Cecopi) à noite.

A juíza elevou para 225 o número de mortos pelas enchentes na Comunidade Valenciana, somando-se às 224 contabilizadas até agora uma mulher com leucemia que morreu em um hospital por falta de assistência.

© Agence France-Presse

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