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Justiça dos EUA marca julgamento de Maduro para junho de 2027

Detido desde janeiro em uma prisão no Brooklyn, ex-ditador venezuelano será julgado por acusações de tráfico de drogas e posse ilegal de armas

Redação Jornal de Brasília

22/07/2026 13h46

Foto: Juan BARRETO / AFP

A abertura do julgamento, em Nova York, do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, por tráfico de drogas foi marcada para 1º de junho de 2027, durante uma audiência preparatória realizada nesta quarta-feira (22).

Capturado pelos Estados Unidos em Caracas e preso desde 3 de janeiro em um presídio do Brooklyn, o ex-presidente, de 63 anos, é processado por quatro acusações de narcotráfico e tráfico de armas.

Sua esposa, Cilia Flores, de 69 anos, enfrenta três acusações. Ambos negam os fatos que lhes são atribuídos.

Em carta enviada na terça-feira ao juiz encarregado do caso, Alvin Hellerstein, pelo promotor Jay Clayton, as duas partes tinham pedido que o julgamento começasse em junho de 2027.

O processo contra o casal avança depois que o governo do presidente americano, Donald Trump, deu seu aval para que a Venezuela pague os honorários de seus advogados, o que a princípio tinha impedido em virtude das sanções que pesam sobre o país.

O casal Maduro tinha tentado que as acusações de que são alvo fossem desconsideradas, alegando que bloquear o financiamento violava o direito, consagrado na Constituição americana, a contar com um advogado de livre escolha.

Durante seu primeiro comparecimento em Nova York, logo após sua detenção, Maduro se apresentou como “um prisioneiro de guerra”.

Maduro enfrenta as acusações de conspiração de “narcoterrorismo”, conspiração para a importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e artefatos destrutivos.

Além do processo penal contra o ex-presidente (2013-2026), as famílias de cinco jovens assassinados na Venezuela empreenderam, no começo de julho, uma ação civil contra ele, acusando-o de ter ordenado suas execuções no âmbito de um esquema de violência de Estado.

Desde a saída de Maduro, sua ex-vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina e governa sob pressão de Washington, que afirma estar no comando do país petroleiro.

AFP

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