A Justiça de Trabalho de Frankfurt proibiu nesta quarta-feira a greve de controladores alemães convocada para amanhã, quinta-feira, pelo sindicato do setor.
O tribunal respondeu assim à reivindicação pelo procedimento de urgência apresentada pelo departamento de Segurança Aérea (DFS, da sigla em alemão), contra a greve de seis horas convocada na terça-feira pelo sindicato de controladores aéreos (GdF).
O GdF, que reúne 2,5 mil dos 5 mil profissionais do setor, pretendia paralisar o espaço aéreo para todos os voos comerciais entre as 1h e 7h (horário de Brasília) de amanhã após constatar que mais de 95% de seus filiados rejeitassem, em uma votação interna, a última proposta patronal.
O sindicato mantém sua exigência de um aumento salarial de 6,5%, assim como melhores condições trabalhistas, horários de serviço e limites das horas extras.
As companhias aéreas e os aeroportos alemães tinham estabelecido já um plano de ação para enfrentar a greve e estabelecido dispositivos de atendimento aos passageiros, similares aos articulados durante o recente fechamento do espaço pela nuvem de cinzas vulcânicas da Islândia.
Por parte do Governo, o ministro dos Transportes, Peter Ramsauer, pediu aos controladores que reconsiderem a convocação de greve, ao lembrar que “escolheram uma das principais semanas do verão para realizar a greve” e ameaçou para que “não ultrapassem a linha. Os alemães não merecem isso”, resumiu o ministro.
As principais companhias aéreas do país e as agências de viagens criticaram a decisão dos controladores de aderirem à greve, apontando que o período de férias é especialmente sensível.
A greve seria a primeira em escala nacional neste setor, que paralisaria totalmente o tráfego no espaço aéreo alemão e afetaria 16 aeroportos internacionais do país.
Após a proibição, a parte sindical tem ainda a opção de apresentar um recurso perante a Audiência Provincia.