A Suprema Corte da Colômbia pediu hoje à Corte Constitucional e à Procuradoria Geral a revisão da reforma da Carta Magna aprovada pelo Congresso em 2005, visit this site que permitiu a reeleição do presidente Álvaro Uribe para um segundo mandato de quatro anos.
A Suprema Corte afirmou que houve “um claro desvio de poder” na reforma constitucional, ao condenar hoje a 47 meses de prisão por suborno a ex-congressista Yidis Medina, cujo voto salvou a iniciativa que autorizou a reeleição.
O magistrado Sigifredo Espinosa informou que Medina terá também de pagar ainda uma multa equivalente a cerca de US$ 12 mil e perderá seus direitos públicos também por 47 meses, “por aceitar suborno”. Ela vai cumprir a pena em prisão domiciliar.
Explicou que a ex-parlamentar do Partido Conservador foi condenada com base em seu próprio testemunho, no qual admitiu o suborno.
Medina, que tinha sido eleita pelo departamento de Santander, foi detida em 27 de fevereiro, acusada de tentar favorecer pessoas próximas a ela em contratos estatais e em cargos públicos.
Na segunda-feira passada, a Justiça da Colômbia abriu uma investigação contra o ex-ministro do Interior e atual embaixador na Itália, Sabas Pretelt, por suposto suborno para conseguir a aprovação da reforma constitucional.
O presidente Uribe, que chegou ao poder em 2002, foi reeleito em 2006 graças a essa reforma da Carta Magna.