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Mundo

Justiça alemã quer abrir 2 novos processos por crimes do nazismo

Arquivo Geral

09/08/2010 16h16

A justiça alemã quer abrir dois processos tardios por crimes do nazismo, um contra o foragido holandês Klaas Carel Faber, de 87 anos, e outro contra o ex-guarda dos campos de concentração Alex N., testemunha no julgamento contra o suposto criminoso nazista ucraniano John Demjanjuk.

A ministra de Justiça alemã, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, estuda a possibilidade de processar na Alemanha ou extraditar à Holanda Faber, condenado em 1948 a pena de morte na Holanda – sentença depois transformada em prisão perpétua – e há décadas residente na Baviera.

“A Promotoria deve examinar o que pode fazer nesse caso. Se extraditá-lo ou abrir processo na Alemanha”, afirmou hoje a ministra, em declarações à televisão pública bávara.

Faber, no posto número cinco da lista dos criminosos nazistas mais procurados do mundo pelo Centro Simon Wiesenthal, vive na cidade bávara de Ingolstadt.

Durante o nazismo, ele foi guarda das SS encarregado do transporte de judeus holandeses até os campos de concentração e assumiu a responsabilidade pela morte de ao menos 11 presos.

Após a Segunda Guerra Mundial fugiu para Alemanha, onde até agora evitou ser extraditado para seu país em virtude de um decreto de Adolf Hitler, de 1943, segundo o qual concedia automaticamente nacionalidade alemã aos voluntários das SS.

A justiça alemã abriu diligências para buscar Faber, segundo a televisão bávara, até agora sem consequências para ele.

Além deste caso, o semanário “Der Spiegel” revelou neste fim de semana o caso de uma testemunha do processo de Demjanjuk, de 90 anos.

O suspeito, identificado por esse meio como Alex N. nasceu em 1917 na Ucrânia, está no alvo da justiça de Munique por suposta cumplicidade nas execuções de judeus.

Alex N., residente na Baviera desde o fim da Segunda Guerra Mundial, serviu da mesma forma que Demjanjuk como guarda em campos de concentração nazistas.

O julgamento, em que o acusado assistiu prostrado em uma maca ou em cadeira de rodas, foi marcado por várias interrupções motivadas pelo seu precário estado de saúde.

Demjanjuk, nascido na Ucrânia em 1920, foi capturado pelos nazistas em 1942 e supostamente se tornou guarda de vários campos.

Nos anos 50, ele emigrou para os EUA como vítima do nazismo e mudou seu nome de Ivan para John.

Em 1975, foi identificado como criminoso nazista e extraditado para Israel, onde foi processado e condenado a morrer na forca em 1988, como “Ivan o Terrível” de Treblinka.

Após cinco anos no corredor da morte sua condenação foi revogada, porque não conseguiram provar que “Ivan o Terrível” era Ivan Marchenko.

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