A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) prendeu a destacada ativista birmanesa Nilar Thein, cialis 40mg da Geração de Estudantes de 1988, grupo que comandou as manifestações contra o Governo do país no ano passado, os maiores em uma década, informaram hoje os meios de comunicação da dissidência.
Nilar, mãe de um bebê e que estava escondida desde que começou a dura repressão com o qual o regime ditatorial dissipou os protestos, foi presa nesta quarta-feira, segundo um parente.
A República Tcheca concedeu em março o prêmio Homo Homini a Nilar e a suas companheiras Su Su Nway e Phyu Phyu Thin por sua luta pela democracia.
O marido de Nilar, Kyaw Min Yu, está preso desde 21 de agosto, dois dias depois de participar de uma manifestação antigovernamental para protestar contra o aumento de 500% no preço dos combustíveis.
As manifestações começaram espontaneamente com pequenos grupos, mas desde que a Geração de Estudantes de 1988 se reorganizou ganhou força e voltou a atuar em grandes proporções em setembro, quando monges budistas fizeram passeatas pacíficas diárias.
Cerca de 300 mil pessoas chegaram a se reunir antes de o regime começar as detenções, sitiar os pagodes “rebeldes” e dissolver à força as manifestações.
A Associação de Assistência aos Presos Políticos em Mianmar denuncia 2.097 casos no país, dado não reconhecido pela Junta Militar, que afirma que as prisões birmanesas têm apenas criminosos.
A detenção da ativista acontece após o enviado especial da ONU a Mianmar, Ibrahim Gambari, visitar o país em agosto para tentar reativar o diálogo entre o Governo e o movimento democrático liderado por Aung San Suu Kyi, Prêmio Nobel da Paz de 1991 e em prisão domiciliar desde 2003.
Gambari concluiu sua visita, após estendê-la por um dia, sem ter conseguido falar com Suu Kyi nem com o chefe da Junta Militar, general Than Shwe.