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Junta militar anuncia adiamento das eleições legislativas no Egito

Arquivo Geral

20/07/2011 15h19

As eleições legislativas no Egito não serão realizadas em setembro como previsto, nesse mês será anunciada a data definitiva do pleito, informou nesta quarta-feira o Conselho Superior das Forças Armadas, que dirige o país desde a queda do regime de Hosni Mubarak.

 

Em entrevista coletiva, o general Mamduh Shahin, membro da Junta Militar, explicou que as eleições à Assembleia do Povo (câmara baixa) e à Shura (câmara alta), que ocorrerão no mesmo dia, vão ocorrer de qualquer maneira “antes do final de ano”.

 

A reunião eleitoral vai ser supervisionada unicamente por juízes – ao contrário da época de Mubarak, na qual eram funcionários do Ministério do Interior que as vigiavam – e, segundo Shahin, não será permitida a presença de observadores internacionais.

 

Outra novidade apresentada pela junta militar é que a idade mínima para os candidatos se reduza de 30 para 25 anos, no caso da Câmara Baixa, enquanto na Câmara Alta a idade mínima será de 35 anos. Os partidos deverão apresentar ao menos uma mulher em cada lista.

 

No decreto que emenda a lei eleitoral, a junta estipulou que a Câmara Baixa será formada por 504 membros, mais outros dez que serão designados pelo presidente do país.

 

A metade das cadeiras provirá de listas fechadas dos partidos políticos e a outra metade será de indivíduos escolhidos em listas abertas.

 

Além disso, se mantém o enunciado do artigo 32 da Constituição, que reserva ao menos 50% dos postos na Câmara Baixa aos operários e camponeses.

 

Enquanto isso, a Câmara Alta terá 390 membros, dos quais 260 serão escolhidos no pleito e outros 130 serão designados pelo presidente do país.

 

No entanto, os militares não explicaram como serão outorgadas as cadeiras reservadas à Presidência do país, que atualmente estão vazias, nem se serão reservados esses privilégios como máxima autoridade na atualidade no Egito.

 

“Vamos mostrar ao mundo as eleições mais transparentes e limpas”, disse Shahin.

 

Há dois dias, a junta militar anunciou que um Comitê Supremo Eleitoral – presidido pelo chefe do Tribunal de Apelações do Cairo, Abdel Moez Ahmed, começará exercer suas funções a partir de 18 de setembro.

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