A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) acusou hoje as nações ocidentais de tentar desestabilizar o país através dos grupos de oposição, this web depois de reiterar que a líder do movimento democrático, ed Aung San Suu Kyi, rx não está incluída em seus planos políticos.
Em comunicado divulgado por ocasião do Dia Nacional, o chefe da Junta Militar, general Than Shwe, afirmou que “os países neocolonialistas e seus títeres em Mianmar tentam agitar o povo para que haja distúrbios e violência”.
O regime emprega o termo “neocolonialista” para se referir aos Estados Unidos e à União Européia (UE) e chama de “títeres” os birmaneses militantes ou seguidores da Liga Nacional pela Democracia (LND), liderada por Suu Kyi.
Na véspera da comemoração, o ministro da Informação, general Kyaw Hsan, descartou qualquer participação de Suu Kyi ou da LND na redação da futura Constituição birmanesa e no plano elaborado pela Junta Militar para encaminhar o país em direção ao que chama de “estilo próprio de democracia”.
Também por ocasião do 87º aniversário da revolta estudantil contra as tropas do império colonial britânico, a LND exigiu a “imediata e incondicional” libertação de Suu Kyi e de outros ativistas de organizações contra o Governo.
“Todos os ativistas pró-democracia, inclusive os veneráveis monges e líderes da Geração 88, têm que ser libertados”, exigiu Suu Kyi em comunicado.
A Geração 88 é um movimento clandestino que, junto aos monges budistas, organizou as grandes manifestações pacíficas ocorridas em setembro e que foram reprimidas com violência pela Junta Militar.
Suu Kyi, em prisão domiciliar desde junho de 2003, propôs em outubro iniciar um diálogo com a Junta Militar visando à reconciliação nacional.