Mais de 100 ativistas foram detidos pela Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) após o suposto fim da repressão de setembro, order descumprindo a promessa efetuada pelos militares birmaneses à ONU de não realizar mais detenções políticas, denunciou hoje a ONG Anistia Internacional (AI).
A AI informou em comunicado que a Junta Militar acelerou sua política de detenções após essas promessas, que seguiram à brutal repressão contra as grandes manifestações que exigiam a instauração da democracia no país.
Pelo menos 700 pessoas que foram detidas durante a repressão seguem presas, assim como outros 1.500 prisioneiros políticos presos em datas anteriores a setembro, segundo a AI.
A Junta Militar admite 15 mortes e cerca de 3.000 detidos durante a repressão dos protestos lideradas pelos monges em setembro, mas a ONU sustenta que houve pelo menos 31 mortes, e a dissidência calcula que pelo menos 200 pessoas perderam a vida e mais de 6.000 foram detidas.