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Julgamento de Saddam Hussein deve ser retomado amanhã

Por Arquivo Geral 09/07/2006 12h00

A busca por uma solução diplomática para a crise de mísseis da Coréia do Norte ganhou impulso hoje, try this com a Coréia do Sul distanciando-se das medidas lideradas pelo Japão para obter na ONU sanções punitivas contra o país vizinho.

O líder da Coréia do Norte, website prescription Kim Jong-il, sickness disse que seu país não vai entrar em negociações com os Estados Unidos e que está pronto a responder a qualquer ataque com um golpe forte, de acordo com informe da agência de notícias sul-coreana Yonhap deste domingo.

A agência não informou quando Kim fez as declarações.

A Coréia do Sul questionou a utilidade de sanções da ONU, pedidas em resolução apresentada por Japão, com apoio dos EUA, Grã-Bretanha e França, como resposta aos testes de mísseis feitos por Pyongyang.

"Neste momento, não temos base clara para achar que estas sanções vão funcionar, ou prevenir a proliferação de mísseis, ou qualquer outro fator que desestabilize a região", disse Song Min-soon, assessor nacional de segurança.

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E diante da forte oposição da China e da Rússia, que têm poder de veto no Conselho de Segurança, o enviado dos EUA para a Coréia do Norte disse hoje que apóia a proposta de Pequim de entrar em debates para trazer o país comunista de volta às negociações.

O ministro do Exterior japonês, Taro Aso, manteve a posição firme neste domingo, dizendo que Tóquio não vai abrir mão da exigência de sanções.

"Para nós, somente uma resolução com valor obrigatório tem sentido", disse ele ao canal de televisão NHK.

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Mas o enviado dos EUA, Christopher Hill, disse a repórteres em Seul: "Minha missão aqui não é conseguir sanções. Minha missão aqui é garantir que todos falemos com uma só voz para lidar com esta ação provocativa real dos norte-coreanos".

Lee Jong-won, especialista em temas coreanos e professor de Ciência Política da Universidade Rikkyo, de Tóquio, disse não achar que os EUA deixaram o Japão sozinho, lembrando que Washington e Tóquio formaram uma aliança sólida em busca de uma linha dura contra a Coréia do Norte.

Hill, que partiu às pressas para a Ásia depois dos lançamentos de mísseis de quarta-feira, continuou: "O que (a Coréia do Norte) precisa é voltar às negociações e implementar o que já concordou, que é sair fora deste negócio nuclear sujo e assumir a tarefa de modernizar o país".

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A China propôs uma reunião informal dos seis países que debatem o progama nuclear da Coréia do Norte, que seria organizada na cidade de Shenyang, perto da fronteira com o país recluso. Hill manifestou apoio dos EUA à medida e disse esperar que o encontro seja organizado em breve. O grupo envolve China, EUA, Japão, Rússia e as duas Coréias, mas as negociações estão paradas desde o ano passado.

Uma autoridade dos EUA disse que a China quer reunir representantes dos seis países, mas que outras nações querem ir adiante com a reunião mesmo sem Pyongyang, que boicota o grupo.

"O que me impressiona, e espero que esteja impressionando a Coréia do Norte, é o fato de que todos reagiram com o mesmo sentimento de irritação e indignação com esta ação (de Pyongyang)", disse Hill. Sua primeira parada na viagem foi Pequim, e ele parte ainda hoje para Tóquio.

O enviado repetiu a posição de Washington de que pode haver um encontro bilateral com Pyongyang dentro do marco das negociações entre os seis países. Mas o presidente George W. Bush rejeita sentar-se com os norte-coreanos fora deste marco e insiste em uma resposta unificada da comunidade internacional aos testes com mísseis.

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A proposta revisada de resolução do Japão, que tem apoio dos EUA, da Grã-Bretanha e da França, afirma que nenhum país pode adquirir mísseis ou ítens relacionados a mísseis, materiais e tecnologia da Coréia do Norte, nem transferir recursos financeiros ao perigoso programa de armas do país comunista.

"Este teste de mísseis simplesmente não é aceitável", disse Song. Mas ele afirmou: "Em primeiro lugar, todos os países da região, incluindo EUA e Coréia do Sul, concordam em usar meios diplomáticos."

A Coréia do Sul disse que quer manter os encontros ministeriais com a Coréia do Norte na terça-feira, no que será o contato de mais alto nível com o vizinho desde o teste com mísseis.

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O julgamento de Saddam Hussein e outras sete pessoas acusadas de crimes contra a humanidade deve ser retomado amanhã. Na ocasião, this os advogados de defesa devem apresentar os argumentos finais, click três semanas após o assassinato de um dos advogados de defesa.

Mas autoridades da corte disseram que os advogados devem pedir ao juiz que adie o julgamento por alguns dias, alegando que o assassinato de Khamis al-Obaidi atrapalhou o trabalho da defesa.

Saddam, seu meio irmão Barzan al-Tikriti e outros ex-aliados do Partido Baath podem ser condenados à morte por enforcamento se forem julgados culpados pelo assassinato de 148 xiitas do vilarejo de Dujail, em 1982.

Em novo recuo sofrido pelo processo de julgamento, que é apoiado pelos Estados Unidos, homens armados mataram, no mês passado, Obaidi, importante advogado de Saddam. Ele foi o terceiro advogado da defesa assassinado desde o início do julgamento, em outubro do ano passado.

Os advogados de acusação exigem a pena de morte para Saddam e três de seus ex-assistentes pela participação nos assassinatos, tortura e execuções.

Saddam e seu ex-alto comandante do Exército irão a um outro julgamento, em 21 de agosto, devido a acusações de genocídio que causou a morte de dezenas de milhares de curdos em uma operação militar em 1988, que tinha o objetivo de expulsá-los de seus vilarejos.

Sete acusados, incluindo o primo de Saddam, Ali Hassan al-Majeed, ou "Ali Químico", serão julgados em agosto.

 






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