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Mundo

Juiz reabre investigação pelo assassinato de senador chileno em 1991

Arquivo Geral

06/09/2010 15h05

O juiz chileno Mario Carroza reabriu hoje oficialmente a investigação pelo crime do senador Jaime Guzmán, cometido em 1991 por um grupo armado de extrema-esquerda, informaram fontes judiciais.

Carroza aceitou o pedido de reabertura do caso do advogado querelante após Mauricio Hernández Norambuena, um dos autores do crime, preso no Brasil por sequestro, dar uma entrevista a um canal de TV.

Norambuena, membro da Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), insinuou que alguns funcionários do Governo da época, presidido por Patrício Aylwin, estariam informados do atentado que custou a vida a Guzmán, fundador do partido União Democrata Independente (UDI).

Segundo Norambuena, conhecido no FPMR como “comandante Ramiro”, dois membros do grupo que participaram do planejamento e execução do crime também eram informantes do Conselho de Segurança Pública.

Uma das primeiras decisões do juiz Carroza foi proibir Enrique Villanueva Molina, um dos membros do FPMR chamado por “Ramiro” de agente duplo, de sair do país, já que o outro, Agdalín Valenzuela, morreu há anos.

O juiz também solicitou ao Canal Chilevisión, que entrevistou Hernández Norambuena no Brasil, uma cópia da entrevista.

Durante o fim de semana, o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, afirmou que já iniciaram as negociações para extraditar Hernández Norambuena do Brasil, onde está preso desde 2002, condenado a 30 anos de prisão, pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto.

No Chile, Norambuena foi condenado duas vezes à prisão perpétua, pelo assassinato de Guzmán e pelo sequestro, na mesma época, de Cristián Edwards, filho do proprietário do jornal “El Mercurio”.

O extremista fugiu em 1996 com outros companheiros de uma prisão de alta segurança em um helicóptero.

No entanto, Enrique Krauss, que foi ministro do Interior no Governo de Aylwin (1990-94), qualificou de “injúria atroz” supor que o líder ou outros funcionários soubessem do atentado.

Além disso, esclareceu que na época do assassinado de Guzmán (1 de abril de 1991), ainda “não existia o Conselho de Segurança Pública”, criado algum tempo depois.

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