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Juiz que cuida do caso Jean Charles diz que Polícia deve seguir a lei

Por Arquivo Geral 29/10/2007 12h00


O juiz do caso da morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, medical por agentes da Scotland Yard em Londres em 2005, clinic lembrou hoje ao júri que a Polícia não está “acima da lei”.

Jean Charles foi morto a tiros por policiais da brigada antiterrorista da Scotland Yard no dia 22 de julho de 2005 na estação de metrô de Stockwell (sul de Londres), ao ser confundido com um dos terroristas que tinham tentado cometer atentados na véspera.

A Scotland Yard está sendo julgada depois que a o Ministério Público britânico decidiu exonerar os agentes e processar a instituição como um todo por crimes contra uma lei sobre segurança no trabalho.

Ao recapitular o caso hoje, o juiz ressaltou que as leis se aplicam aos policiais “da mesma forma que a qualquer outro trabalhador”.

“Sugerir que é errado processar a Polícia por um suposto delito contra a lei de Segurança e Higiene no trabalho é alegar que a Polícia está acima da lei. A lei se aplica a eles como se aplica a outro trabalhador. Eles têm que prestar contas”, afirmou.

O juiz lembrou os membros do júri que não cabe a eles decidir se a morte de Jean Charles foi legal ou ilegal, mas se a Polícia cumpriu as obrigações estabelecidas por essa lei para proteger os cidadãos não só de um risco atual, mas de qualquer potencial.

Além disso, advertiu para que deixem de lado qualquer sentimento de simpatia tanto quanto à família do eletricista brasileiro quanto aos policiais.






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