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Juiz proíbe Trump de enviar tropas a Los Angeles e diz que Califórnia deve reassumir segurança

A mobilização havia sido determinada pelo presidente Donald Trump com o objetivo de conter protestos, que agora se espalham por todo o país, contra a política de migração de seu governo

Redação Jornal de Brasília

12/06/2025 23h41

Atualizada 13/06/2025 5h56

us agents, protesters clash again in los angeles over immigration raids

Policiais em frente ao Prédio Federal durante um protesto em resposta às operações federais de imigração em Los Angeles, em 9 de junho de 2025. O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou, em 9 de junho, que fuzileiros navais da ativa entrassem em Los Angeles, prometendo que aqueles que protestavam contra as prisões de imigrantes seriam “atingidos com mais força” do que nunca. Protestos em Los Angeles, lar de uma grande população latina, eclodiram em 6 de junho, desencadeados por batidas policiais de imigração que resultaram em dezenas de prisões do que as autoridades dizem ser imigrantes ilegais e membros de gangues. (Foto de RONALDO SCHEMIDT / AFP)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Um juiz federal dos Estados Unidos proibiu de forma temporária, na noite desta quinta-feira (12), o envio de tropas da Guarda Nacional para Los Angeles, na Califórnia, sob a justificativa de que a medida é ilegal.

A mobilização havia sido determinada pelo presidente Donald Trump com o objetivo de conter protestos, que agora se espalham por todo o país, contra a política de migração de seu governo.

Em sua decisão, o juiz Charles Breyer determinou ainda que o governador Gavin Newsom deve reassumir o controle das forças de segurança na Califórnia -o democrata havia acionado a Justiça para restringir a atuação federal no estado. A ordem judicial entra em vigor ao meio-dia desta sexta (13) no horário local (16h em Brasília).

Breyer manifestou preocupação com o argumento do governo de que protestos contra autoridades federais poderiam ser interpretados como uma forma de rebelião. O governo Trump disse já ter recorrido da decisão.

A disputa judicial ocorre num contexto de tensão política crescente sobre o uso de forças militares para conter manifestações. Após confrontos entre manifestantes e policiais durante protestos que começaram na semana passada, Trump ordenou o envio da Guarda Nacional e de fuzileiros navais para apoiar operações da polícia em Los Angeles, apesar da oposição explícita de Newsom. No total, 4.700 militares foram mobilizados pelo governo federal.

A medida, considerada extrema, foi usada para proteger prédios federais e escoltar agentes de imigração em ações contra suspeitos de violar as leis migratórias. Ao justificar a medida, Trump afirmou que, sem sua intervenção, a cidade estaria em chamas. No entanto, os protestos têm sido majoritariamente pacíficos.

Mais cedo nesta quinta, o senador democrata Alex Padilla foi empurrado para fora de uma sala, jogado no chão e algemado por agentes de segurança. Ele tentava fazer uma pergunta durante uma entrevista coletiva da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que falou em “libertar Los Angeles”.

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