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Juiz federal dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein

Carta inicia com a frase de que Epstein foi investigado por meses e não foi encontrado nada contra ele. O texto destaca que a acusação foi baseada em um relato ocorrido há anos.

Redação Jornal de Brasília

06/05/2026 22h06

jeffrey epstein

Fotografia sem data de Jeffrey Epstein divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos – Divulgação Departamento de Justiça dos EUA/via AFP

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

Um juiz federal divulgou a carta de suicídio supostamente escrita por Jeffrey Epstein, acusado de liderar uma rede de abuso sexual. O documento ficou sob sigilo e lacrado por anos no processo criminal ligado ao ex-companheiro de cela do empresário.


Carta inicia com a frase de que Epstein foi investigado por meses e não foi encontrado nada contra ele. O texto destaca que a acusação foi baseada em um relato ocorrido há anos.


“Eles me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!
Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás.
É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus.
O que você quer que eu faça — cair no choro!!
NÃO É LEGAL — NÃO VALE A PENA!!”, diz carta que teria sido supostamente escrita por Epstein;
Bilhete teria sido encontrado em julho de 2019 por Nicholas Tartaglione, então colega de cela de Epstein no Centro Correcional de Manhattan. Tartaglione diz que achou a mensagem depois de Epstein ser encontrado inconsciente na cela -ele sobreviveu ao episódio. Semanas depois, o bilionário, com 66 anos à época, foi encontrado morto no centro correcional. As autoridades consideraram a morte como suicídio.
Tartaglione foi condenado em 2023 e cumpre quatro penas de prisão perpétua em uma prisão federal na Califórnia. Ele recorre da sentença e diz ser inocente.
A carta foi tornada pública ontem pelo juiz Kenneth M. Karas, do Tribunal Distrital Federal de White Plains, Nova York. Karas foi responsável por julgar o processo de Tartaglione. A ação da divulgação foi tomada após o jornal The New York Times pedir ao tribunal, na última semana, a liberação do documento.
Antes da liberação, Karas pediu que as partes envolvidas se manifestassem sobre o pedido do jornal. O Ministério Público Federal de Manhattan, responsável pela acusação contra Tartaglione, não se opôs à divulgação. Em uma carta ao juiz, os promotores declararam que “parece haver um forte interesse público nas circunstâncias que envolveram a morte de Epstein”, informou o jornal.
New York Times afirmou não ser possível confirmar que Epstein escreveu a carta. O documento foi acionado aos autos do processo na noite de ontem, ainda conforme o jornal. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não se manifestou sobre a divulgação.
O Departamento de Justiça dos EUA publicou mais de 3 milhões de páginas de arquivos da investigação do caso Epstein. Os documentos liberados em 30 de janeiro incluem milhares de fotos e vídeos, alguns registrados pelo próprio bilionário.
O governo Trump atrasou a divulgação, que era esperada até 19 de janeiro. O presidente inicialmente tentou impedir a publicação, mas cedeu após pressão do Congresso, de integrantes do próprio partido e da opinião pública e assinou a lei que obriga a liberação do material.
Uma comissão da Câmara afirmou que o governo reteve e ocultou material no “lote final”. O Departamento de Justiça diz que as partes omitidas se devem a “sigilo profissional” e sustenta que foi “transparente”, afirmando também que algumas omissões seriam necessárias para proteger as vítimas.
Trump diz que rompeu laços com Epstein antes de 2008 e afirma não ter visto evidências de tráfico sexual. As autoridades policiais nunca acusaram o presidente de atividade criminosa relacionada aos crimes de Epstein.


PROCURE AJUDA


Se você estiver tendo pensamentos suicidas, procure ajuda especializada.
O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188. Também há atendimento por chat, e-mail e presencialmente.
Outra opção é procurar um Caps (Centro de Atenção Psicossocial) na sua cidade.
Há ainda o Pode Falar, canal criado pelo Unicef para jovens de 13 a 24 anos, com atendimento anônimo e gratuito.

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