O juiz militar Patrick Parrish determinou que “não há provas críveis” de que o canadense Omar Khadr, o último detido ocidental em Guantánamo e que está sendo julgado por um tribunal militar na base naval americana em Cuba, foi torturado.
Em um texto obtido pelo jornal “The Miami Herald”, Parrish diz que o suspeito de terrorismo não foi coagido para que confessasse quando foi interrogado por agentes dos Estados Unidos no Afeganistão, onde foi detido em 2002.
Os EUA acusam Khadr, que tinha 15 anos quando foi detido, de crimes de guerra por ter supostamente matado um soldado americano com uma granada durante um combate.
O canadense estava gravemente ferido e à beira da morte quando foi detido em uma operação das Forças Especiais dos EUA em um suposto acampamento da Al Qaeda no Afeganistão.
O juiz também não encontrou provas críveis de que o jovem tenha sido torturado nos interrogatórios.
“Apesar de que o acusado tinha 15 anos quando foi detido, não era imaturo para sua idade”, escreveu Parrish em sua sentença.
No auto, o juiz militar rejeitou o pedido da defesa de Khadr de excluir do julgamento as confissões que o acusado fez nos interrogatórios porque seu cliente foi coagido e torturado.
Khadr, que nasceu em Toronto, é o mais jovem dos 176 presos que permanecem detidos em Guantánamo.