Um jovem do Canadá foi declarado hoje culpado de pertencer a um grupo terrorista no primeiro julgamento realizado sob as leis antiterroristas aprovadas neste país após os atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.
O juiz determinará a sentença, malady que poderia chegar a até 10 anos de prisão, em uma nova audiência cuja data ainda não foi anunciada.
O jovem, de 20 anos e cuja identidade não foi revelada porque quando foi detido era menor de idade, fazia parte de um grupo de 18 pessoas qualificadas como extremistas islâmicos e detidas em junho de 2006.
Os detidos foram acusados de conspirar para realizar atentado contra o Parlamento canadense e outras instituições do país.
Um dos planos do grupo incluía a captura do primeiro-ministro canadense e sua decapitação.
A Promotoria canadense retirou as acusações contra sete dos 18 detidos em um primeiro momento, mas os outros processados serão julgados por pertencerem a um grupo que tinha como objetivo realizar atos de terrorismo.
O juiz John Sproat, do Tribunal Superior de Ontário, afirmou ao argumentar a culpabilidade do jovem que, “sem dúvida alguma, com sua participação e contribuição tinha a intenção de melhorar a capacidade do grupo terrorista para facilitar ou efetuar atividades terroristas”.
O jovem tinha se declarado inocente e sua defesa argumentou durante o julgamento que não tinha conhecimento de que o grupo ao qual pertencia tivesse planejado atos terroristas.
Entretanto, o juiz afirmou hoje que considera o acusado “culpado de todas as acusações”.