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Jornalistas processam dona do ChatGPT por usar livros sem permissão, diz agência

Ação foi incluída em caso mais amplo, liderado por autores como George R. R. Martin, segundo Associated Press

Redação Jornal de Brasília

14/07/2024 17h57

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Foto: AFP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Uma dupla de jornalistas veteranos entrou com uma ação nos Estados Unidos contra a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, na qual afirma que a companhia usou sem permissão suas obras publicadas para treinar a inteligência artificial, segundo a agência de notícias AP (Associated Press).

Em matéria publicada na última semana, a AP conta que o repórter e escritor Nicholas Basbanes, de 81 anos, começou a ter contato com chatbots de inteligência artificial. Ele achou a tecnologia fascinante, mas propensa a “falsidades e falta de atribuição de crédito”.

Por isso, se uniu ao se colega de profissão, Nicholas Gage, de 84 anos, para processar as empresas por trás da ferramenta, afirma a reportagem.

Os jornalistas dizem, de acordo com a matéria, que com ajuda da Microsoft, a OpenAI usou obras e treinou os chatbots de inteligência artificial para reproduzir textos semelhantes aos feitos por humanos, sem pedir autorização ou recompensar os escritores.

A agência de notícias diz que a Microsoft e a OpenAI não responderam às tentativas de contato.

Em seu site, Nicholas Basbanes se descreve como autor de livros aclamados pela crítica. As obras do escritor são voltadas para a cultura literária e incluem livros como “On Paper: The Everything of Its Two Thousand Year History” (“No papel: tudo sobre seus dois mil anos de história”, na tradução), no qual esmiuça a invenção e os usos do papel.

Já Nicholas Gage é um jornalista investigativo cujos relatos foram adaptados para o fillme Eleni (1985), que conta a história de uma mulher -mãe de Gage- morta durante a guerra civil na Grécia.

Segundo a Associated Press, o processo dos dois jornalistas foi incluído em um outro caso, liderado por autores como George R. R. Martin (Game of Thrones) e pode se tornar uma ação coletiva.

A ação é analisada pelo mesmo juiz que está tratando das reivindicações de direitos autorais solicitadas por jornais como The New York Times e Chicago Tribune, afirma a AP.

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