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Mundo

Jornalista da "Al Jazeera" desaparecida foi deportada ao Irã

Arquivo Geral

11/05/2011 12h58

A jornalista da rede de televisão “Al Jazeera”, Dorothy Parvaz, desaparecida na Síria desde 29 de abril, foi deportada ao Irã, segundo informou um porta-voz da própria emissora.

A fonte assegurou que a emissora recebeu agora “a informação de que ela está retida em Teerã”, uma semana depois de funcionários sírios terem anunciado que estava detida na Síria e que seria liberada.

“Estamos pedindo informação às autoridades iranianas, acesso a Dorothy e sua libertação imediata”, assegura o porta-voz no comunicado publicado no site da emissora.

Dorothy está desaparecida desde que chegou em passado 29 de abril no aeroporto de Damasco para cobrir os protestos políticos na Síria.

Em comunicado emitido na terça-feira, a Embaixada da Síria em Washington disse que a jornalista tentou entrar na Síria com um visto iraniano vencido e que, por isso, foi extraditada ao Irã.

Segundo a delegação diplomática, em 1º de maio Dorothy foi acompanhada pelo cônsul iraniano rumo a Teerã no voo 7905 da Caspian Airlines.

No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, disse à “Al Jazeera” um dia depois que não tinha conhecimento do paradeiro da jornalista e pediu à Síria que investigasse o caso.

As autoridades sírias impuseram fortes restrições ao trabalho dos jornalistas, de tal forma que as únicas fontes de informação disponíveis são as oficiais e o que os opositores publicam na internet e contam por telefone.

Os protestos contra o regime de Bashar al Assad já provocaram a morte de pelo menos 647 civis, segundo a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

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