Camila Curado e Gustavo Garcia
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O mistério que rondou a autoria da morte do terrorista Osama Bin Laden durante três anos foi desvendado nessa quarta-feira (5), em uma publicação do jornal britânico “Daily Mail”. O ex-membro do SEAL, grupo de elite da marinha norte-americana, Robert O’Neill foi apontado como o responsável pelos disparos que colocaram fim à vida de um dos principais inimigos da história dos Estados Unidos, no dia 2 de maio de 2011, no Paquistão.
A revelação do jornal antecipou a entrevista que O’Neill dará ao canal Fox nos dias 11 e 12 de novembro para falar de detalhes da operação nunca antes divulgados. A decisão em acabar com o anonimato partiu do próprio soldado, com apoio de familiares.
“As pessoas estão perguntando se não estamos preocupados que o Estado Islâmico venha atrás de nós, porque Rob está indo a público. Eu digo que pintarei um alvo na minha porta para dizer a eles ‘venham nos pegar’”, declarou o pai do soldado, Tom O’Neill, em entrevista ao MailOnline.
O exército americano ainda não comentou a publicação, mas comandantes do SEAL lamentaram o rompimento do sigilo, mantido como uma tradição pelo grupo de elite da Marinha. O comandante das forças especiais, Brian Losey, disse em nota que a quebra do anonimato representa um perigo às vidas de integrantes da SEAL que participaram da operação e se arriscaram ao lado de Robert O’Neill.
O soldado tem 38 anos e foi membro do exército americano por 16. Durante o período foi premiado com duas estrelas de prata e quatro de bronze, pelos serviços prestados em operações especiais.