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Mundo

Jornal de propriedade da família Berlusconi recebe carta ameaçadora com bala

Arquivo Geral

16/02/2011 18h27

A sede do jornal “il Giornale”, propriedade da família do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, recebeu nesta quarta-feira um envelope que continha uma bala e uma carta assinada pelas “Brigadas Vermelhas para a construção da frente anti-imperialista combatente”.

A carta, cuja fotografia aparece na capa da edição digital do “il Giornale”, diz: “Aguardando… Como falamos por slogan… Berlusconi é um fracassado”.

E acrescenta: “O maior Bunga Bunga (termo usado para se referir às festas privadas de Berlusconi supostamente de índole sexual) para as classes operárias e proletárias foi o de Dalema”.

Dalema faz supostamente referência ao político italiano de esquerda Massimo D’Alema, que ocupou o cargo de primeiro-ministro desde o final de 1998 até meados do ano 2000, embora “il Giornale” ressalte que o sobrenome esteja escrito de forma incorreta.

A carta termina dizendo: “Renovando todos os nossos objetivos e operacionais viva a luta armada pela liberdade”.

Em cima do texto os remetentes da carta traçaram uma estrela de cinco pontas rodeada por um círculo, que caracterizava a organização terrorista Brigadas Vermelhas.

O jornal “il Giornale” informa em seu site que o projétil encontrado com a carta estava inteiro e que a unidade de terrorismo da Polícia italiana está investigando o incidente.

O diretor do rotativo, Alessandro Sallusti, explicou que não é a primeira vez que o jornal recebe ameaças desse tipo, mas ressaltou que nesta ocasião “a mensagem” parece “mais séria”, já que se trata de uma carta “coerente” com o clima político que está sendo criado na Itália.

O país atravessa um turbulento período político por causa do escândalo de índole sexual no qual se viu envolvido Berlusconi, que a partir do dia 6 de abril será julgado por suposta incitação à prostituição e abuso de poder pelo Tribunal de Milão.

As acusações são fruto de uma investigação conduzida pela Promotoria milanesa, que revelou festas particulares do líder nas quais, supostamente, participaram várias jovens, muitas menores de idade, em troca de presentes e dinheiro.

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