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Jihadista sueco é condenado à prisão perpétua por queimar vivo piloto jordaniano

O tribunal sueco é o primeiro a julgar alguém por esse assassinato, que gerou indignação em todo o mundo

Redação Jornal de Brasília

31/07/2025 22h51

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Moradores da cidade de Idlib, no norte da Síria, acendem sinalizadores enquanto celebram o controle de vários distritos de Aleppo por jihadistas e seus aliados apoiados pela Turquia em 29 de novembro de 2024. Jihadistas e seus aliados apoiados pela Turquia chegaram à segunda maior cidade da Síria, Aleppo, em 29 de novembro, enquanto realizavam uma ofensiva relâmpago contra as forças do governo apoiado pelo Irã e pela Rússia. (Foto de MUHAMMAD HAJ KADOUR / AFP)

Um tribunal de Estocolmo sentenciou nesta quinta-feira (31), à prisão perpétua, o jihadista sueco Osama Krayem pelo assassinato, em 2015, de um piloto jordaniano que foi queimado vivo pelo grupo Estado Islâmico (EI) na Síria.

O tribunal sueco é o primeiro a julgar alguém por esse assassinato, que gerou indignação em todo o mundo.

A juíza Anna Liljenberg Gullesjö disse que “a investigação demonstrou que o acusado estava no local da execução, uniformizado e armado, e permitiu ser filmado”.

As evidências em vídeo mostram que foi outro homem quem acendeu o fogo, mas a juíza observou que “as ações do acusado contribuíram tão significativamente para a morte da vítima que deve ser considerado como um autor”.

Krayem, que já cumpre uma longa sentença de prisão por seu papel nos ataques em Paris e Bruxelas em 2015 e 2016, foi condenado nesta quinta-feira por “graves crimes de guerra e crimes terroristas”.

Em 24 de dezembro de 2014, um avião da força aérea jordaniana caiu na Síria.

O piloto Maaz al-Kassasbeh foi capturado no mesmo dia por combatentes do EI perto da cidade de Raqqa, no centro da Síria, e foi queimado vivo em uma jaula antes de 3 de fevereiro de 2015, quando um vídeo do macabro assassinato foi divulgado.

Gullesjö afirmou que as ações de Krayem consistiram em “vigiar a vítima antes e durante a execução e levá-la à jaula onde foi queimada viva”.

O tribunal também concedeu uma compensação de 80.000 coroas suecas (cerca de 45,8 mil reais) a cada um dos pais e irmãos do piloto jordaniano.

© Agence France-Presse

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