O comunicado foi divulgado hoje na Cidade de Gaza, por ocasião do sétimo aniversário da Intifada de al-Aqsa, em 28 de setembro de 2000, o segundo levante palestino (depois do de 1987) contra a ocupação israelense na Cisjordânia e em Gaza.
A Jihad Islâmica e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), com ideologias semelhantes, não reconhecem a legitimidade do Estado de Israel.
Deste modo, as organizações repudiam as atuais negociações entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do Fatah, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que visam a obtenção de um acordo de paz e a criação de um Estado palestino independente ao lado de Israel.
O comunicado da Jihad coincide com uma escalada da violência em Gaza, que desde quarta-feira causou a morte de 14 palestinos em operações do Exército israelense.
A nota considera que a conferência de paz convocada para novembro pelo presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, não contribuirá para solucionar o conflito entre palestinos e israelenses.
O Hamas, que em junho tomou o controle da Faixa de Gaza após derrotar os organismos de segurança da ANP, foi excluído das negociações com Israel e da conferência.