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Mundo

Japão flexibilizará normas de exportação de armas

Redação Jornal de Brasília

21/04/2026 6h53

Foto: AFP

O Japão vai flexibilizar suas normas de exportação de armamento vigentes há décadas, anunciou nesta terça-feira (21, data local) o porta-voz do governo, Minoru Kihara, em uma mudança que abre caminho para a venda de armas ao exterior.

“Com esta revisão parcial dos Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos e Tecnologia de Defesa e as normas relacionadas, agora é possível, em princípio, permitir a transferência de equipamento de defesa, incluindo todos os produtos acabados”, disse Kihara em entrevista coletiva.

A primeira-ministra Sanae Takaichi sustenta que o Japão deve relaxar suas normas sobre exportação de armas para reforçar a defesa nacional, ao mesmo tempo que tenta impulsionar a indústria armamentista nacional como motor do crescimento econômico.

“Até agora, a transferência ao exterior de produtos acabados de fabricação nacional tinha se limitado a busca e resgate, transporte, vigilância e contramedidas contra minas […], mas, com esta emenda, as transferências de qualquer equipamento de defesa serão, em princípio, possíveis”, publicou a dirigente nesta terça-feira na rede social X.

Os defensores da mudança de política alegam que esta deveria integrar ainda mais o arquipélago asiático na cadeia de abastecimento de defesa internacional, bem como fortalecer os laços de defesa, diplomáticos e econômicos com seus aliados, na medida em que cresce a instabilidade regional.

Tóquio protagonizou episódios recentes de tensão com a China depois que Takaichi sugeriu que seu país poderia intervir em caso de um ataque a Taiwan, uma ilha de governo democrático que Pequim reivindica como parte de seu território e não descarta retomar, inclusive pela força.

Mas a decisão de flexibilizar as normas sobre a venda de armas causou inquietação entre alguns setores da opinião pública japonesa, e os críticos acusam Takaichi de minar a história de pacifismo que o país ostenta desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

AFP

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