Os soldados trabalharão juntamente com a Polícia e vigiarão alvos sensíveis, como embaixadas e monumentos, e centros de identificação de imigrantes ilegais.
A iniciativa terá validade de seis meses e, depois disso, será decidido sobre a prorrogação desse período e uma possível extensãoa outras cidades.
No total, mil soldados patrulharão as ruas de nove cidades, outros mil vigiarão o exterior dos centros de identificação de imigrantes em 16 províncias e os demais protegerão lugares e alvos sensíveis em Roma, Milão e Nápoles.
Para Maroni, o plano de desdobrar militares nas cidades é uma “iniciativa útil para a segurança”, mas recebeu críticas da oposição.
A presença do Exército nas ruas foi incluída em uma emenda aprovada pelo Parlamento ao decreto de lei sobre segurança redigido pelo Governo conservador do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.
O ministro da Defesa afirmou que o propósito da medida é “eliminar o medo” e que o objetivo é dar aos cidadãos maior percepção de segurança e de presença do Estado.
La Russa disse que os soldados que vigiarão as ruas estão fazendo um curso específico de formação e que muitos deles realizaram trabalhos de patrulha em missões de paz no exterior.
O Partido Democrata (PD), principal da oposição, já criticou a medida por acreditar que o país será militarizado.
Os sindicatos de Polícia também se mostraram críticos, e o secretário-geral da Coordenação pela Independência Sindical da Força da Polícia (Coisp, em italiano), Franco Maccari, disse ao jornal “La Repubblica” que “os problemas de segurança pública são concretos” e considerou que o uso do Exército é “só uma operação de fachada”.