O periódico informa que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, utilizou uma visita feita por Bush em 14 de maio a Israel, por ocasião do 60º aniversário da criação do Estado judeu, para abordar a questão em uma reunião particular.
Além disso, é improvável que o presidente americano mude de opinião sobre esse apoio durante o resto de seu mandato, que acabará em janeiro, acrescenta o rotativo.
O “Guardian” diz que as fontes trabalham para um chefe de Governo europeu que se reuniu com o primeiro-ministro israelense depois da visita que o presidente americano fez a Israel.
As conversas entre Bush e Olmert eram tão sensíveis que não houve funcionários que tomassem nota do que estava sendo dito, mas o líder europeu – o qual não é identificado pelo periódico – divulgou a seus funcionários o que o político israelense disse sobre essa reunião.
A decisão de Bush de negar seu apoio a um ataque contra o Irã baseou-se em dois pilares.
A preocupação com uma resposta iraniana, que provavelmente incluiria ataques contra militares americanos no Iraque e no Afeganistão, e também a dificuldade de que Israel conseguisse desmantelar as instalações nucleares do Irã em uma única ação, o que podia originar uma guerra de escala maior, indica o jornal.
O Irã insistiu em que responderia com a força a qualquer ataque contra o país.
Alguns analistas ocidentais acreditam que isto poderia incluir o pedido ao grupo libanês Hisbolá para que atacasse os Estados Unidos.
“Há uma grande diáspora libanesa no Canadá que deve incluir alguns seguidores do Hisbolá. Eles poderiam entrar nos EUA e agir”, acrescentou a fonte.
O “Guardian” afirma que, mesmo se Israel tivesse lançado um ataque contra o Irã sem a aprovação americana, seus aviões não poderiam chegar a seus alvos sem que os EUA conhecessem o percurso aéreo.
“A rota mais curta para Natanz (o local onde há uma usina de enriquecimento de urânio) é passando pelo Iraque e os EUA têm o total controle do espaço aéreo iraquiano”, afirmou a fonte.
Neste contexto, o Irã podia pensar que Bush aprovava a medida de força, com o que havia possibilidades de um ataque contra os EUA, indica o periódico.