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Israel suspenderá retirada se tropa libanesa não for para o sul

Arquivo Geral

16/08/2006 0h00

Atualizada às 12h57

Israel disse hoje que suspenderá a retirada de suas forças do sul do Líbano se o país árabe não enviar soldados para a região nos próximos dias.

O envio dos militares libaneses aconteceria enquanto diplomatas de vários países discutem os planos para ampliar uma força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) na região. Essa força expandida ficaria encarregada de garantir o cumprimento de uma trégua aceita por Israel e pelo Hezbollah.

O gabinete de governo do Líbano, find cialis 40mg quando se reunir ainda hoje, dará ordens para que o Exército envie imediatamente tropas para o sul, disse um integrante da liderança libanesa, acrescentando que a força internacional de 15 mil integrantes começaria a ser estacionada ao sul do Rio Litani na quinta-feira. O rio fica a cerca de 20 quilômetros da fronteira com Israel.

O ministro francês das Relações Exteriores, Philippe Douste-Blazy, que realiza negociações em Beirute, pediu ao Líbano que envie o Exército para o sul rapidamente, ocupando, junto com as forças da ONU, os locais deixados vagos pelos israelenses.

"A retirada das IDF (Forças de Defesa Israelenses) dentro de dez dias depende da chegada do Exército libanês", afirmou o chefe das Forças Armadas do Estado judaico, Dan Halutz, à Comissão de Assuntos Externos e Defesa, segundo revelou um porta-voz.

"Se o Exército libanês não ingressar no sul dentro dos próximos dias, teremos de interromper a retirada", afirmou Halutz.

O Conselho de Segurança da ONU adotou na semana passada uma resolução estabelecendo a trégua e autorizando que até 13 mil soldados sejam acrescentados à Unifil, a força de paz atualmente presente no sul do Líbano e que conta com 2 mil membros.

Ontem, a ONU disse que pretende levar mais 3,5 mil militares para a região dentro de duas semanas. "Na minha opinião, parece fundamental que o envio de soldados pelo Exército libanês aconteça o mais rápido possível", afirmou Douste-Blazy depois de se reunir com o ministro libanês das Relações Exteriores, Fawzi Salloukh.

O Hezbollah, que por 34 dias enfrentou a investida israelense, disse que tem o direito de atacar as forças israelenses que continuarem no Líbano. Os combates cessaram na segunda-feira, com a entrada em vigor da trégua.

O Hezbollah prometeu cooperar com as forças libanesas e da ONU, mas deixou claro que manterá suas armas – apesar de membros do governo libanês terem dito que o grupo havia proposto não mais exibir os armamentos de forma ostensiva.

Segundo Douste-Blazy, a França, que pode liderar a Unifil ampliada, estava pronta para assumir um papel de destaque nos esforços de paz. Mas observou ser fundamental que outros países contribuam. O chanceler f rancês também pediu a Israel que suspenda o bloqueio aéreo e naval imposto ao Líbano desde o começo do conflito.

O governo israelense sinalizou que continuará com o bloqueio até serem adotadas medidas capazes de impedir o Hezbollah de adquirir novas armas.

A Alemanha também pode ajudar na ampliação da força, mas só deve se decidir de forma definitiva sobre a questão após a natureza exata da força ser conhecida, disse um porta-voz do governo em Berlim.

A Indonésia está pronta para enviar mil soldados como integrantes da força da ONU, disseram autoridades em Jacarta.

Ao menos 1.110 pessoas no Líbano e 157 israelenses foram mortos no conflito, iniciado depois de o Hezbollah ter capturado dois soldados de Israel em uma ação realizada no dia 12 de julho, a partir do Líbano.

O Estado judaico, apesar de ter suspendido sua ofensiva no Líbano, continua a atacar a Faixa de Gaza, onde um ataque aéreo matou um militante e o pai dele hoje, disseram testemunhas e equipes médicas.

 

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