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Mundo

Israel pretende cassar direitos de deputada que estava na frota

Arquivo Geral

07/06/2010 14h51

A Comissão de Assuntos Internos do Parlamento israelense recomendou hoje que fossem suspensos três direitos da deputada árabe Hanin Zoabi por fazer parte da frota cuja abordagem militar provocou a morte de nove ativistas turcos.

Em uma polêmica sessão, sem a presença dela e de seus companheiros de partido, sete deputados votaram a favor da medida que a proíbe de abandonar o território israelense.

Apenas um deputado votou contra a recomendação, que antes de entrar em vigor deve ser ratificada pelo plenário do Parlamento.

A medida também prevê a suspensão de outros dois direitos: o de portar passaporte diplomático e o de o Parlamento cubrir suas despesas por qualquer processo que possa ser apresentado contra ela.

Hanin estava entre os 750 ativistas que viajavam a bordo do comboio naval atacado há uma semana por comandos israelenses em águas internacionais e cuja missão era chegar à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.

Desde que retornou a Israel na segunda-feira passada, após o ataque, Hanin foi vítima de inúmeros ataques verbais por parte de deputados nacionalistas judeus do Parlamento, que a acusaram de “traição” e a incentivaram a “viver em Gaza”.

A deputada palestina com cidadania israelense se defendeu das críticas dizendo que se encontra submetida a “uma caça às bruxas” e que uma decisão nesse sentido é “racista e antidemocrática”.

Hanin esteve nesta tarde no Parlamento israelense em uma sessão especial por ocasião de uma moção de censura contra o Governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, referente à gestão da crise decorrente do ataque à frota.

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