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Israel pede que sanções ao Irã sejam mantidas, apesar de relatório americano

Arquivo Geral

04/12/2007 0h00

Israel pediu hoje à comunidade internacional que mantenha as sanções para conter as aspirações nucleares do Irã, price apesar de um relatório dos Estados Unidos afirmar que a extensão militar do programa está paralisada desde 2003.

“Conheço o relatório, falamos sobre ele com dirigentes dos EUA”, afirmou hoje o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, para quem o documento publicado “só reforça a necessidade de manter as sanções contra o Irã”.

“É vital continuar com os esforços para impedir que o Irã desenvolva este tipo de capacidade. Continuaremos a atuar com nossos aliados americanos”, ressaltou.

O documento, elaborado pelos serviços de inteligência dos EUA, conclui que o Irã paralisou em 2003 seu programa para desenvolver armas nucleares, em uma clara contradição com as afirmações de Washington dos últimos dois anos.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, reconheceu que a paralisação do programa pode ter acontecido, mas por um tempo limitado.

“Parece que em 2003 o Irã interrompeu seu programa nuclear com fins militares por um certo período de tempo, mas, até onde sabemos, pode ter reiniciado desde então”, disse Barak à rádio militar.

“Falamos de um aspecto específico relacionado a seu programa nuclear”, ressaltou.

Segundo analistas e altos comandantes israelenses citados pela imprensa local, o Irã parece ter contido o enriquecimento de urânio com fins militares, mas não com fins civis.

Altos comandantes militares disseram ao jornal “Yedioth Ahronoth” que as análises de Estados Unidos e Israel “não diferem nas provas, mas nas interpretações” do programa nuclear iraniano.

Nos últimos dois anos, Israel, que supostamente contaria com um arsenal nuclear desde os anos 60, afirmou que não pode “tolerar” a existência de uma potência atômica na região e se prepara para o “pior dos cenários” para neutralizar a ameaça.

Alex Fishman, colunista de assuntos militares do “Yedioth Ahronoth”, alerta que “Israel ficará sozinho”, e que o relatório de segunda-feira representa “um golpe contra os esforços israelenses na comunidade internacional” para conter o programa nuclear iraniano.

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