Menu
Mundo

Israel pede ao mundo lembrar lição do Holocausto e frear arma nuclear do Irã

Arquivo Geral

18/04/2012 17h55

O presidente de Israel, Shimon Peres, e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, pediram nesta quarta-feira ao mundo “lembrar as doutrinas do Holocausto” e não deixar que o Irã desenvolva armas nucleares e ameace os israelenses.

 

“O mundo não tem alternativas, deve aprender as doutrinas do Holocausto e enfrentar as ameaças antes que seja tarde demais”, declarou Peres na inauguração do Dia do Holocausto, um dos mais solenes do calendário judeu. O presidente comentou ainda que o “Irã é o centro do perigo israelense, além de ser um núcleo de terrorismo e ameaça a paz mundial”.

 

Da mesma forma, Netanyahu ressaltou que as pessoas que menosprezam a fala iraniana não aprenderam sobre o Holocausto. “Um Irã nuclear é uma ameaça existencial para Israel, e para o mundo”. O premiê ainda se disse confiante na capacidade de Israel se defender de um ataque iraniano, que em várias ocasiões ameaçou apagar Israel do mapa.

 

A cerimônia ocorreu no Museu do Holocausto de Jerusalém (Yad Vashem) com a presença de dirigentes israelenses, sobreviventes e diplomatas estrangeiros. O evento abriu a jornada para lembrar os 6 milhões de judeus assassinados por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

 

O evento começou com a queima de seis tochas, uma para cada 1 milhão de judeus mortos em campos de concentração e extermínio. Dedicada, neste ano, à “Solidariedade judia” durante o período da Segunda Guerra, as atividades incluem o toque de uma sirene, nesta quinta-feira, durante dois minutos em todo o país. Escolas e centros culturais farão também atos de lembrança.

 

No Museu e no Parlamento (Knesset) serão lidos os nomes das quase 3 milhões de vítimas identificadas, e cujas histórias pessoais estão guardadas nos arquivos do Yad Vashem. Na última terça-feira, na reunião do Conselho de Ministros, Netanyahu, insistiu na importância destes testemunhos.

 

Orações, cantos e, para concluir, o hino de Israel (“Hatikvá”) fecharam a cerimônia, celebrada na Praça do Gueto de Varsóvia. 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado